Sejam Bem vindos

Aqui vocês vão encontrar conteúdos complementares aos que foram visto em sala de aula, dicas para fazer seus trabalhos e podem ainda tirar suas dúvidas.

Espero que isso ajude a todos vocês!


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Handebol - Estudando um pouco de história
 

Não se sabe exatamente quem criou o handebol, embora se tenha registros de modalidades semelhantes em vários momentos históricos. A verdade é que, desde a criação da bola, a prática do handebol já parecia ser algo inevitável. Para se ter uma ideia, um jogo parecido (a principal diferença é que não havia balizas) já era praticado na Grécia Antiga, fato até citado por Homero na Odisseia.
 
Entretanto, a fama de criador do handebol é de um professor de Educação Física: o alemão Karl Schelenz, considerado o pai do esporte. Em 1919, o professor reformulou o “Torball”, uma modalidade parecida, só que destinada a mulheres. Desta forma, o esporte passou a ser praticado por homens, ganhou novas regras (passou a ser praticado em um campo maior, por exemplo) e um novo nome: Handball.
 
Devido ao fato do esporte ter sido desenvolvido por um professor de educação física, o handebol ganhou grande aceitação nas escolas e colégios de muitos países, como Alemanha, Áustria, Suécia, Dinamarca e Checoslováquia, iniciando assim, as primeiras competições internacionais.
 
Até então, as regras do esporte eram publicadas pela Federação Alemã de Ginástica, fato que mudou em 1927, com a criação da Federação Internacional de Handebol, composta por 39 países membros.
Outro importante capítulo da história do handebol foi a sua inclusão pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936. No Brasil, o esporte foi introduzido por volta de 1930 no Estado de São Paulo, e a partir de então, o handebol não parou de crescer.
 


Abaixo segue um link para preenchimento de questionário avaliado.

https://goo.gl/forms/FUAs8kua5ueL277t1

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Métodos Ginásticos





O Movimento Ginástico Europeu ocorreu no século XIX, e abrangeu estilos de trabalho com ginástica na escola, propostos pela Suécia, Inglaterra, França, Dinamarca, Áustria e Alemanha. O contexto de nascimento desse movimento é o mais interessante, pois, uma vez o conhecendo, entende-se como se deu a emergência da ginástica na Europa.

O século XIX europeu foi marcado pela imensa crença na ciência. Logo, objetividade e neutralidade foram valores que se espalharam pela sociedade e que conquistaram a confiança da população. Imersos nesse quadro, foram aprimorados cientificamente métodos de disciplina corporal e de trabalho com o corpo, cujos objetivos eram fortalecer, embelezar, corrigir e tornar saudáveis os corpos da população europeia. Para tanto, foram desenvolvidos tipos de exercícios específicos para cada parte do corpo, método ainda bastante utilizado hoje em academias de musculação.

A grande finalidade do Movimento Ginástico Europeu era a melhora da saúde da sociedade. Em um momento marcado pelos problemas sociais que resultaram da Revolução Industrial, associado à necessidade de fortalecer o trabalhador para aguentar a alta carga de suas tarefas, o movimento fez com que se formassem grupos locais para a prática da ginástica.

Para além de fortalecer e tornar saudáveis os trabalhadores, era preciso fazer com que esses princípios se tornassem valores a serem perpetuados. Não à toa, eles passaram a ser introduzidos na escola. Ali, por meio da imposição da ginástica, era possível que os alunos ficassem mais fortes, mais disciplinados, mais saudáveis, e ainda tomassem esse tipo de atividade física como prática contínua.


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Boa Sorte!

Desvios Posturais

Alterações na coluna representadas por desvios anormais ou acentuamento de curvas normais já existentes é o que chamamos de desvios posturais. Esses podem levar ao uso incorreto das outras articulações corporais, uma vez que o corpo busca compensações para se manter o equilíbrio do indivíduo, podendo, também, causar enrijecimento e encurtamento dos músculos.

Exercícios físicos e buscar sempre manter a postura correta são maneiras que podem evitar ou reduzir esses desvios, sendo que, quanto mais nova a pessoa se tratar, maior a porcentagem de correção. Às vezes tais desvios são leves e, muitas vezes, pouco perceptíveis e podem ser corrigidos com medidas mais simples, como seções de fisioterapia, musculação e alongamento. Entretanto, em alguns casos, é necessário um tratamento intensivo e uso de coletes – ou mesmo cirurgias.

A coluna vertebral possui, naturalmente, curvaturas na região torácica e lombar, como mostra a figura. Em casos de desvios posturais, há alterações nesta conformação natural.
 
Na lordose ocorre um aumento anormal da curva lombar, dando-nos a impressão de que as nádegas destas pessoas são mais salientes:


Na cifose, há um aumento anormal da curvatura da região dorsal (costas), dando à pessoa um aspecto de corcundez:



Já na escoliose, há uma ou mais curvaturas na coluna em sentido lateral, perceptível em uma posição ventral ou dorsal:


Um médico ortopedista será capaz de diagnosticar as magnitudes destes desvios e indicar um tratamento para as particularidades de cada um – inclusive tratamentos para erradicação ou controle de dores.




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Boa Sorte





segunda-feira, 7 de abril de 2014


Os Movimentos

                Os seres humanos, como também todos os outros animais, estão sempre em movimento, andando, correndo, saltando, levantando ou empurrando, puxando ou agarrando, equilibrando-se.  Esses movimentos são necessários ao desenvolvimento da pessoa e só cessam com a sua morte.

                Desde pequenos nós aprendemos esses movimentos, à custa de muito treino, esforço e tentativas.

                São os exercícios, as repetidas tentativas, o treino que vão permitir a um bebê, por exemplo, realizar movimentos crescentemente complexos de mãos, braços, pernas, corpo e cabeça. É por meio do exercício de movimentos mais simples que ele vai se capacitando a realizar outros mais elaborados como sentar, engatinhar, e, depois, andar, e assim por diante.

                O movimento é, pois, condição indispensável ao desenvolvimento do indivíduo.  Através dele, o ser humano se relaciona consigo, com o outro com a realidade.

                Da mesma forma que andamos com maior perfeição que uma criança pequena, um corredor corre com maior perfeição que nós.  Isso acontece porque, além de suas qualidades inatas, o corredor educou melhor os seus movimentos.

 

Como são realizados os Movimentos

 

                Você já se perguntou como realizamos movimentos? Na brincadeira de cabra-cega, por exemplo, quando está com os olhos vendados, a criança utiliza principalmente os sentidos do tato e da audição.

                Através dos sentidos é que nos orientamos para realizar movimentos.  Correr e pendurar-se, por sua vez, exigem principalmente os músculos das pernas e dos braços.  Através dos músculos é que executamos o movimento.

                O cérebro recebe as informações através dos sentidos e envia ordens para os músculos fazerem os movimentos necessários.  Assim, o cérebro realiza a coordenação dos movimentos.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Maculelê




A verdadeira origem do maculelê é desconhecida, existindo diversas lendas a seu respeito. Estas lendas, naturalmente, vieram da tradição oral característica às culturas afro-brasileira e indígena da época do Brasil Colônia e inevitavelmente sofreram alterações ao longo do tempo.
Em uma delas conta-se que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado pelos mesmos, mas ainda assim não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando toda a tribo saiu para caçar. Eis que uma tribo rival aparece para dominar o local. Maculelê, usando dois bastões, lutou sozinho contra o grupo rival e, heroicamente, venceu a disputa. Desde então passou a ser considerado um herói na tribo.
Outra lenda fala do guerreiro indígena Maculelê, um índio preguiçoso e que não fazia nada certo; por esta razão, os demais homens da tribo saíam em busca de alimento e deixavam-no na tribo com as mulheres, os idosos e as crianças. Uma tribo rival ataca, aproveitando-se da ausência dos caçadores. Para defender a sua tribo, Maculelê, armado apenas com dois bastões já que os demais índios da sua tribo haviam levado todas as armas para caçar, enfrenta e mata os invasores da tribo inimiga, morrendo pelas feridas do combate. Maculelê passa a ser o herói da tribo e sua técnica reverenciada.
Existem diferentes versões para cada lenda, mas a maioria mantém como base o ataque rival, a resistência solitária e a improvisação dos dois bastões como arma. O maculelê atual, usando a dança com bastões, simboliza a luta de Maculelê contra os guerreiros rivais.
Estudos desenvolvidos por Manoel Querino (1851-1923) apontam indicações de que o maculelê poderia ser um fragmento do Cucumbi, apesar das notáveis diferenças.
O maculelê é uma dança que pode envolver mulheres e homens.

Capoeira





A capoeira talvez seja a expressão do que há de mais brasileiro em termos de atividade física, já que se trata de uma luta criada no Brasil por escravos de origem africana. Isso é tão significativo que no exterior a capoeira é conhecida como “brazilian martial art”, ou arte marcial brasileira. Por ser praticada em grupo e acompanhada de música constante que impõe ritmo aos movimentos, muitas pessoas a confundem com um jogo ou algum tipo de dança, mas como já disse Mestre Pastinha: “Capoeira Angola é, antes de tudo, luta, e luta violenta”.
O termo capoeira significa “o mato que nasce depois do desmatamento”, provavelmente porque era praticada entre esses matos, com os lutadores próximos ao chão, para não serem descobertos pelos seus senhores. É preciso dizer que nessa época a capoeira era uma prática proibida, pois com os escravos treinando sua forma de defesa pessoal, poderiam trazer problemas para aqueles que se consideravam seus “donos”. No entanto, ainda que proibida, a capoeira nunca deixou de ser praticada e ensinada.
Em sua forma original, como já mencionado, a capoeira era uma luta lenta jogada muito próxima ao chão, muito diferente daquela capoeira que é ensinada em academias ou jogada nas praias do Rio de Janeiro: a capoeira regional. Foi em meados do século XX que houve essa ruptura, resultando na prática da capoeira angola praticamente restrita aos guetos baianos. A capoeira regional apresenta movimentos mais acrobáticos, é jogada em pé e tem regras específicas, elemento característico de um esporte. Outra diferença importante entre esses dois tipos de capoeira é o modo como um membro se torna mestre: na capoeira regional, conforme os praticantes vão desenvolvendo melhor suas habilidades, aprendendo golpes diferentes e pensando sobre esses golpes, eles vão sendo graduados por meio de um cordão, em que cada cor representa um estágio em que o praticante está classificado, assim ele vai adquirindo novos cordões até se tornar um mestre. Na capoeira angola o processo é bastante diferente: após muitos anos de prática e de dedicação ao mestre e à capoeira, o praticante recebe do mestre um lenço, que representa que esse discípulo está pronto para ser mestre. Assim, na capoeira angola, a formação do mestre depende exclusivamente da vontade do mestre que ensina.
Outra característica importante da capoeira é a música. A música é sempre tocada por membros da roda que se revezam, e é acompanhada de uma regra fundamental: os membros da roda sempre precisam responder ao canto, também chamado de ladainha. As ladainhas são acompanhadas pelo toque de alguns instrumentos: pandeiro, atabaque, caxixi, agogô e reco-reco.
Talvez, o mais interessante das ladainhas sejam as suas letras que remetem ao cotidiano dos escravos, ao momento da roda de capoeira, aos deuses do candomblé (religião de origem africana) e do catolicismo, e à relação entre homem e mulher. Seguem alguns exemplos:

•“Eu vou dizer ao meu senhor que a manteiga derramou/A manteiga não é minha/A manteiga é de ioiô” (ladainha de cotidiano, lembrando dos escravos que trabalhavam na cozinha);

•“Oi sim sim sim/ Oi não não não” (ladainha de roda, cantada para quando a luta está empatada);

•“Salomé, Salomé/ Eu já vi homem barbado apanhar de mulher” (ladainha de roda, cantada para quando tem algum homem perdendo de uma mulher);

•“Sai sai Catarina/ Saia do mar venha ver Idalina” (ladainha religiosa em homenagem a Iemanjá);

Percebe-se, então, que a capoeira é muito mais do que uma simples atividade física: ela é um elemento definidor de identidade brasileira. Ela agrega religiosidade, movimento corporal, música e história, tudo isso em uma única prática. Por isso, quando seu professor for ensinar capoeira à sua turma, cobre que ele não ensine apenas os movimentos, mas que ele também aborde o contexto cultural em que esses movimentos estão envoltos, assim sua aula será muito mais completa.
E para terminar o texto, a ladainha com a qual as rodas de capoeira terminam:
“Adeus, adeus/ Boa viagem/ Eu vou-me embora/ Boa viagem/ Eu vou com Deus/
E Nossa Senhora”.


Fonte: http://www.brasilescola.com/educacao-fisica/capoeira.htm

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dança Moderna

              A dança moderna apareceu no início do século XX e seus precursores procuraram maneiras mais modernas e pessoais de expressar idéias através da dança.
              Entre os pioneiros do movimento estão as americanas Isadora Duncan, Loie Fuller e Ruth St. Denis; o suíço Emile Jacques-Dalcrose; e o húngaro Rudolf von Laban.
              Isadora Duncan precedeu o movimento de ruptura que se instauraria no âmago do balé, privilegiando a leveza desta arte, a energia que emana da alma através da expressão corporal, sendo assim dispensável qualquer adorno. Ela considerava o balé uma arte artificial, preocupada em excesso com simetrias geométricas, enquanto ela preferia uma dança impregnada de gestos nada simétricos e sem prévia preparação.
             Assim como Fuller, Isadora Duncan foi uma coreógrafa que tentou buscar na dança algo completamente diferente do modelo clássico, se inspirando em motivos da natureza (ar, fogo, água, árvores, etc), como referência para uma expressão mais natural do movimento.
            As religiões orientais inspiraram as danças de Ruth St. Denin; ela e seu marido Ted Sahwn abriram uma famosa escola em Los Angeles, a Denishawn. Muitos de seus alunos, entre os quais Martha Graham, desenvolveram estilos mais pessoais e formaram suas próprias companhias.
           A dança moderna voltou ao início básico da dança, liberada de artifícios ou temas fantásticos. Era um meio do artista poder expressar seus sentimentos de um modo mais atual. Explora as possibilidades motoras do corpo humano, usa o dinamismo, o emprego do espaço e do ritmo corporal em movimentos. Os grupos de dança moderna normalmente são fundados por uma personalidade, que é seu coreógrafo e diretor, sendo por isso individualistas e tendo suas próprias características.
          A dança moderna se desenvolveu principalmente nos Estados Unidos, por não ter uma tradição clássica, e na Alemanha, pela particularidade do alemão gostar de manter suas características próprias evitando influências externas.

A Dança Moderna na América

          Dança Moderna começou na América no início do século 20 quando os antecessores dos artistas que hoje conhecemos, começou sua própria rebelião contra a formalidade do balé e da previsibilidade das populares mostras de dança do período.
           As suas técnicas e estilos eram muito diferentes, o que eles tinham em comum era insatisfação com as opções disponíveis para bailarinos e, em seguida, o objetivo último de transmitir ao seu público um senso de realidade interior e exterior – um objetivo que ainda inspira bailarinos modernos hoje.
          A dança moderna nada tem que ver com as danças dos jovens nas danceterias da moda, tampouco com os espetáculos que desenvolve amplamente as revistas e assiduamente o show, ainda que, às vezes, a dança moderna possa inspirar-se nesse ambiente para um balé de argumento ou para refletir uma impressão da época, quer dizer, utilizá-lo como matéria- prima, como um testemunho do conflito do homem em sua época ou situação geográfica.
          A dança moderna é um aspecto culto da arte da dança, que adota formas adequadas à expressão de sua época.
         Na atualidade, a dança moderna é precisamente a evolução de uma forma que nasce como o mais oposto ao que hoje se costuma chamar dança clássica, e que mais propriamente, poderíamos denominar de dança acadêmica.